Conferência Nacional de Biologia da Conservação

Entre os dias 19 e 25 de maio, o evento oferecerá aos profissionais da área o passo-a-passo para causar um impacto real na Conservação da Natureza. 

Com o objetivo de ajudar o maior número possível de pessoas, a Conferência será transmitida exclusivamente pela internet, entre os dias 19 e 25 de maio de 2014. As inscrições são totalmente gratuitas, e para se cadastrar basta informar um email válido.

Para assistir às transmissões, faça agora sua inscrição gratuita pelo site:

 

 

Conferência Nacional de Biologia da Conservação
http://cnbc.com.br/

Depoimento: Curso de Introdução à Biologia de Campo

— Por Rafael Sousa* —

 

 

“Equipe Bocaina, muito obrigado pela oportunidade e pelo conhecimento transmitido com tanto carinho e enorme qualidade. Obrigado pela hospedagem excepcional e por tudo mais. Agradecimento aos meninos da equipe, “às Luizas”, e ao pessoal da Biologia, que está de parabéns. Valeu galera”.

 

 

Expedição: Aves das Montanhas de Minas Gerais

Beija-flor-da-gravata-verde

Beija-flor-de-gravata-verde (Augastes scutatus). Foto: Guilherme H. S. Freitas

 

Serra do Cipó, MG
27 e 28 de julho de 2013, com Lilian M. Costa

 

O preço? Apenas R$ 890,00, com tudo incluso.
As vagas são realmente limitadas, afinal, uma boa expedição de observação de aves pode comportar apenas poucas pessoas…

Para participar, basta fazer uma transferência bancária ou depósito na conta:

CAIXA
Ag   2923
Op 003
CC 1651-7
R$ 890,00
Razão social: Bocaina Ciências Naturais e Educação Ambiental Ltda-Me
CNPJ: 15.649.047/0001-58

Depois, basta enviar o comprovante por email para contato@bocaina.bio.br

Lembre-se: as vagas serão preenchidas por ordem de chegada.

Garanta seu lugar!

Depoimento: Curso Práticas de Campo: Mamíferos, Anuros, Aves e Insetos

— Por Francielle Ferreira, participante da 2ª edição do curso, realizada em 15 e 16 de junho de 2013—
“Encaminho este e-mail com o devido propósito de agradecer a vocês equipe Bocaina, pelo curso este final de semana.
Sem palavras. Estão de parabéns!!!!
Grande didática e domínio em todos os temas. Educados e atenciosos, animados, com grande disposição.
Ao Rafael, Bernardo, Paulo, Vinícius, Felipe, e Lucas, obrigada pela atenção.
Obrigada pelo curso oferecido, e tenho certeza que vocês irão me aguentar em mais cursos ofertados pelo Bocaina”.
Se você deseja participar dos cursos oferecidos pela Bocaina, assine nossa lista de notícias:


Depoimento: Saída de campo – Ecologia I UFMG

A saída de campo organizada pelo professor Frederico e pela professora Marina (Ecologia I), que contou com a ajuda da Bocaina, foi simplesmente sensacional, pois além de proporcionar conhecimentos de práticas de campo, essa atividade ampliou meu conhecimento e despertou um olhar ecológico, indo além do que o livro didático e que as aulas expositivas oferecem. Na verdade, minha visão mudou completamente depois da realização dessa atividade. A saída de campo me trouxe novamente a vontade de ser bióloga, e melhor do que isso, ela reafirmou a minha vontade de trabalhar na área ambiental (sem falar que estou encantada com a ecologia).”

O depoimento acima é de Daihana Rodrigues, uma das alunas que participaram desta atividade de campo. Em uma parceria com o Laboratório de Ecologia de Insetos da UFMG, a Bocaina levou os alunos da disciplina de Ecologia I para uma saída de campo no Santuário do Caraça. Durante a viagem de dois dias, os mais de 40 estudantes fizeram uma verdadeira imersão no universo da Ecologia. Divididos em grupos, eles tiveram a tarefa de desenvolver um projeto de pesquisa ecológica, com o desenvolvimento de hipóteses científicas e dos desenhos amostrais necessários para testá-las. Ao longo de toda a atividade, os alunos contaram com o apoio direto dos educadores da Bocaina Ciências Naturais e Educação Ambiental.

Quer participar de um curso da Bocaina? Saiba mais em: bocaina.bio.br!

Uso Público e Conservação da Biodiversidade: Um sonho possível, mas que exige empenho

 

— Por Flávio A P Mello *—

 

 

Desde a Rio 92, assistimos ao crescimento da visitação em unidades de conservação brasileiras, com a popularização das práticas de lazer, esporte e das diversas segmentações do turismo na natureza, como o ecoturismo, o turismo de aventura e de observação de fauna. Contudo, mesmo com a evolução das metodologias de monitoramento e diagnósticos socioambientais para gestão do uso público em áreas protegidas, muitos impactos na flora e na fauna são de difícil percepção e mensuração, por limitações tanto técnicas quanto em recursos humanos e materiais.

No Brasil, a maior parte das atividades de lazer, esporte e turismo na natureza se desenvolve em parques, que são unidades de conservação de proteção integral criadas, entre outros motivos, para a conservação de populações de espécies da flora e da fauna in situ, mas que permitem uso antrópico controlado e restrito. O aumento da visitação nos parques brasileiros e, consequentemente, o aumento dos territórios para uso público dentro destas unidades de conservação significam, na prática, a diminuição do território de outras espécies menos tolerantes e levam, com isso, a alterações nas dinâmicas das populações de algumas das espécies protegidas.

Neste arranjo espacial, a importância do elemento humano na conservação de espécies e viabilidade das unidades de conservação é vital, pois são as decisões políticas de cada sociedade que definem quais elementos da natureza estarão presentes ou ausentes no mundo que seus filhos receberão. Deste modo, a consolidação de atividades de lazer na natureza, sobretudo as derivadas de caminhadas e trilhas, de certa forma, resgatam nossa própria memória ancestral, pois foi caminhando que ocupamos todos os biomas do planeta.

Neste sentido, a discussão sobre a dinâmica ecológica das trilhas no que tange à gestão do uso público em áreas protegidas e e à manutenção da biodiversidade ainda é muito pouco explorada. Tanto a criação de trilhas quanto a consolidação de roteiros tendem a se fundamentar muito mais no potencial de uso turístico do que na gestão do patrimônio natural protegido, dada a complexidade do tema e aos escassos recursos disponíveis.

 

 

 

Por isso, o II Congresso Nacional de Planejamento e Manejo de Trilhas com o tema “Uso Público e Biodiversidade: Desafios de gestão e governança em áreas protegidas” propõe um amplo debate sobre a gestão de áreas protegidas a partir da análise dos aspectos geográficos e ecológicos do manejo de trilhas, buscando responder a perguntas como:

  • O fluxo e o comportamento dos visitantes nas trilhas pode interferir na dinâmica de populações animais e vegetais e significar um risco à sua manutenção?
  • As trilhas podem caracterizar efeito de borda a ponto de promover a fragmentação florestal significativamente?
  • As metodologias aplicadas no manejo e monitoramento da visitação e seus impactos são eficazes?
  • A implantação de trilhas para a visitação em áreas com diferentes graus de conservação pode ser um facilitador para a migração de espécies generalistas e animais domésticos ferais, por exemplo, com consequências para as populações protegidas locais?
  • Estrategicamente, a valoração do patrimônio geológico deve ser associada à conservação da biodiversidade, e vice-versa, como forma de preservar estas paisagens?
  • As metodologias aplicadas em Educação e Interpretação Ambiental junto a visitantes em trilhas de áreas protegidas são eficientes para aumentar a percepção ambiental, valoração e interpretação das paisagens protegidas?

São muitas as perguntas e poucas as certezas ante um cenário de franca extinção de espécies. A territorialização promovida pelo uso público deve ter elementos mais consistentes para se somar aos esforços mundiais de preservação de espécies, populações, nichos e hábitats, e não apenas consolidar as áreas protegidas como espaços de lazer, pois a coisificação do cenário e o foco exclusivo no uso de recursos podem constituir-se como fatores a mais de estresse e perigo para populações e ecossistemas ameaçados. Para reverter este quadro, precisamos urgentemente de informações, e acreditamos que a participação de acadêmicos, pesquisadores e técnicos é fundamental para a gestão de áreas naturais.

O II Congresso Nacional de Planejamento e Manejo de Trilhas e a Jornada de Iniciação Científica do II CNPMT é uma iniciativa do Grupo de Estudos Ambientais – GEA e do Laboratório de Geoprocessamento – LAGEPRO, do Departamento de Geografia Física da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. O evento será realizado de 16 a 18 de outubro no Campus Maracanã/UERJ na cidade do Rio de Janeiro, em conjunto com o I Colóquio Brasileiro para a Red Latinoamericana de Senderismo, evento este preparatório para a participação nacional no I Congreso de la Red Latinoamericana de Senderismo, que ocorrerá no Chile, em 2014.

Links:

Sobre: http://llcnpmt.wordpress.com/about/
Programação: http://llcnpmt.wordpress.com/programacao/
Inscrição: http://llcnpmt.wordpress.com/inscricao/

 

* Flávio A P Mello (Zen) é doutorando do PPGEO/UERJ.

A Bocaina Ciências Naturais e Educação Ambiental apoia o II CNPMT.