Curso de Campo para o curso de Ciências Biológicas da UFMG | Aprovado o Plano de Manejo da RPPN Santuário do Caraça

 

 

Curso de Campo para o curso de Ciências Biológicas da UFMG

 

Acontecerá, neste fim de semana (25 e 26 de maio) o Curso de Campo aos alunos da disciplina de Ecologia I da Universidade Federal de Minas Gerais.

Nesta parceria com o Laboratório de Ecologia de Insetos da UFMG, a Bocaina levará mais de 50 estudantes da graduação para o Santuário do Caraça, com o objetivo de conduzir a elaboração de projetos de pesquisa em Ecologia.

Durante os dois dias de curso, os alunos vivenciarão uma intensa experiência de campo, em que serão estimulados a aprender a fazer perguntas em Ecologia, a partir da leitura crítica do ambiente, bem como serão orientados nos passos fundamentais da elaboração de projetos de investigação científica nesta disciplina.

 

Se você também deseja fazer um curso de campo com a Bocaina, aproveite e garanta já sua vaga na segunda edição do curso Práticas de Campo: Mamíferos, Anuros, Aves e Insetos – 2ª edição. Inscreva-se aqui!

 


 

Aprovado o Plano de Manejo da RPPN Santuário do Caraça

 

Parabenizamos nossos parceiros da RPPN Santuário do Caraça pela aprovação de seu Plano de Manejo, o mais importante documento para a gestão desta área protegida.

Agora, o Caraça, que é considerado uma área prioritária para conservação, dispõe de uma ferramenta fundamental para dar as diretrizes para as futuras pesquisas e o manejo da unidade de conservação.

A Bocaina apoia este trabalho! Leia abaixo o texto da aprovação, na íntegra.

 

Saiu no Diário Oficial da União de 20 de maio de 2013:

PORTARIA Nº 189, DE 17 DE MAIO DE 2013

Aprovar o Plano de Manejo Reserva Particular do Patrimônio Natural – Santuário do Caraça, no Município de Santa Bárbara e Catas Altas/Minas Gerais.

O PRESIDENTE DO INSTITUTO CHICO MENDES DE CONSERVAÇÃO DA BIODIVERSIDADE – INSTITUTO CHICO MENDES, no uso das atribuições previstas pelo Decreto nº. 7.515/11, de 08 de julho de 2011, e pela Portaria nº 304, de 28 de março de 2012, da Ministra de Estado Chefe da Casa Civil da Presidência da República, publicada no Diário Oficial da União de 29 de março de 2012,

Considerando o disposto na Lei nº 9.985, de 18 de julho de 2000, que instituiu o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza – SNUC;

Considerando que a Reserva Particular do Patrimônio Natural - RPPN Santuário do Caraça, criada através da Portaria IBAMA nº 32 – N, de 30 de março de 1994, atendeu ao art. 27 da Lei nº 9.985, de 10 de junho de 2000, no que concerne à elaboração de seu Plano de Manejo;

Considerando os pronunciamentos técnicos e jurídicos contidos no processo nº 02070.002695/2012-16; e

Considerando que o art. 16 do Decreto nº 4.340, de 22 de agosto de 2002, prevê que o Plano de Manejo aprovado deve estar disponível para consulta na sede da unidade de conservação e no centro de documentação do órgão executor, RESOLVE:

Art. 1º Aprovar o Plano de Manejo da Reserva Particular do Patrimônio Natural Santuário do Caraça, localizada no Município de Santa Bárbara e Catas Altas, no Estado de Minas Gerais.

§1º A aprovação do Plano de Manejo não exime o proprietário de seguir todos os trâmites técnicos e legais necessários à aprovação de projetos, programas e planos junto aos órgãos ou instituições ambientais competentes, em atendimento à legislação vigente e aos usos permitidos na RPPN, conforme o Decreto nº 5.746, de 06 de abril de 2006.

Art. 2.º A RPPN será administrada pelo proprietário do imóvel, ou pelo representante legal, que será responsável pelo cumprimento das exigências contidas na Lei nº 9.985, de 18 de julho de 2000 e no Decreto nº 5.746, de 06 de abril de 2006.

Art. 3º As condutas e atividades lesivas à área da RPPN Santuário do Caraça sujeitarão os infratores às sanções cabíveis previstas na Lei 9.605, de 12 de fevereiro de 1998, e no Decreto nº 6.514, de 22 de julho de 2008.

Art. 4º O Plano de Manejo da RPPN Santuário do Caraça estará disponível na sede da Unidade de Conservação e na sede do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade.

Art. 5º Esta portaria entra em vigor na data de sua publicação.

ROBERTO RICARDO VIZENTIN

Elementar, meu caro Lineu…

— Por Ivan Luiz Fiorini de Magalhães* —

Mapa representando parte do itinerário de Claudio Gay em sua viagem pelo Chile. O material coletado nessa expedição foi descrito por especialistas em diferentes grupos de organismos. Por Carlos Muñoz Pizarro, “El Itinerario de Don Claudio Gay”, Museo Nacional de Historia Natural, 1944.

 

 

Atualmente, há cerca de 1,5 milhão de organismos descritos pela ciência – e as estimativas do número de espécies ainda desconhecidos variam de 4 a 70 milhões. A organização do conhecimento dessas espécies e a descrição de organismos ainda desconhecidos são de responsabilidade dos taxonomistas. Esse ramo da biologia teve seu início oficial em 1758 com a obra do sueco Carolus Linnaeus, em que espécies animais e vegetais receberam seus nomes científicos formais pela primeira vez. Muitas vezes, o taxonomista é visto como um biólogo que permanece trancado em um museu, identificando espécimes fixados. Porém, a taxonomia envolve trabalhos de campo e investigação histórica dignos de um detetive.

Muitas das espécies conhecidas foram descritas no século 18 e início do século 19. A maioria dos autores que trabalhavam nessas épocas era bastante produtiva – eram comuns trabalhos contendo dezenas ou centenas de espécies novas. Por isso, em geral as descrições eram bastante curtas. Embora muitos desses trabalhos incluam pranchas com lindos desenhos, frequentemente os detalhes que permitem a correta identificação das espécies não estão descritos ou ilustrados. Com isso, os taxonomistas modernos têm muita dificuldade em identificar esses organismos somente a partir das descrições originais. A solução é examinar os espécimes-tipo – os exemplares nos quais os autores originais basearam sua descrição.

 

 

Uma prancha com desenhos de crustáceos do livro “Historia Física y Política de Chile” (1849), organizado por Claudio Gay. Nesse trabalho, foram descritos centenas de espécies animais desse país.

 

 

Assim, depois de consultar as descrições originais, o próximo passo é tentar localizar esses espécimes-tipo. Como muitos dos autores antigos eram europeus, a maior parte dos espécimes-tipo dos séculos 18 e 19 estão em museus da Inglaterra, França e Alemanha. Muitos não estão devidamente catalogados, e encontrá-los nem sempre é uma tarefa fácil. Pior ainda: vários se perderam com o tempo, ou foram destruídos, como alguns que estavam em museus bombardeados durante a Segunda Guerra Mundial. Nesse caso, a saída é tentar coletar indivíduos da mesma localidade dos espécimes-tipo. Porém, novamente os trabalhos antigos eram muito precários nesse aspecto: há várias espécies citadas para localidades inespecíficas, como “Brasil” ou “América do Sul”. Em alguns casos, é possível descobrir de onde os espécimes vieram quando se conhece o naturalista que os coletou. Era comum que espécies fossem descritas a partir de grandes expedições, como as viagens de Darwin ou de Spix e Martius. Nesse caso, é possível checar o itinerário dos exploradores e tentar descobrir a origem das espécies em questão e, assim, tentar coletar novos indivíduos no local.

Tudo isso é um trabalho de investigação que envolve procurar por bibliografia antiga, visitar museus e ir a campo. Mesmo assim, muitas vezes não se consegue as informações necessárias para se identificar as espécies antigas, e o nome fica “suspenso” até que se consiga descobrir sua verdadeira identidade. No entanto, na maioria das vezes os taxonomistas conseguem identificar e redescrever as espécies adequadamente. Além disso, no processo de visita aos museus e de expedições ao campo, novas espécies e registros geográficos são frequentemente encontrados – e, com isso, vamos completando cada vez mais o quadro da biodiversidade do nosso planeta.

 

 

* Ivan Luiz Fiorini de Magalhães é Biólogo e Mestre em Ecologia pela UFMG, e trabalha com Sistemática, Taxonomia, Ecologia e Biogeografia de aranhas. É membro da equipe técnica da Bocaina Ciências Naturais e Educação Ambiental.

 


 

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Leia também: Pardais da Sardenha, e uma biografia do grande naturalista Werner Bokermann.

Aproveite, e garanta você também uma vaga no curso Práticas de Campo: 2ª edição (15 e 16 de junho, no Santuário do Caraça.

 

Dos viajantes naturalistas do século XIX ao século XXI: Cartografia, Mineração, Botânica, Arqueologia, Paleontologia e Geologia em Minas Gerais

Da Pró-reitoria de Extensão da UFMG:

 

Durante o mês de maio, acontecerá o evento gratuito “Seminários às Quintas-feiras”, sobre o tema “Dos viajantes naturalistas do século XIX ao século XXI: Cartografia, Mineração, Botânica, Arqueologia, Paleontologia e Geologia em Minas Gerais”. É organizado pelo Centro de Referência em Cartografia Histórica (CRCH), com o apoio da Rede de Museus e Espaços de Ciência e Cultura da UFMG e da Proex.

As atividades, que serão realizadas no Memorial Minas Gerais Vale, na Praça da Liberdade, começam no dia 2 de maio, com a presença do professor do Instituto de Geociências da UFMG Antônio Gilberto Costa e do Gestor do Memorial Minas Gerais Vale, Wagner Tamerão. A programação compreenderá palestras sobre a Cartografia Histórica a outros referentes às áreas de Educação, Arqueologia, Paleontologia, Geologia, Botânica e Cartografia.

As inscrições são feitas somente através do e-mail crch@ufmg.br. Cada seminário tem o limite de 80 vagas, e, tanto quem se inscreve para todas as datas, quanto quem se inscreve parcialmente receberá certificado referente à sua participação.

Mais informações no site da CRCH.

64º Congresso Nacional de Botânica e XX Congresso Brasileiro de Ornitologia

Estão abertas as inscrições para o 64º Congresso Nacional de Botânica e para o XX Congresso Brasileiro de Ornitologia. São os principais eventos científicos nessas áreas no país. Confira!

Pardais da Sardenha

— Por Marcos Rodrigues* —

Passer domesticus, por Wilhelm von Wright (1810–1887) [Domínio público], via Wikimedia Commons

 

Pardais. Quem não os conhece no Brasil? Vivem por toda a cidade e têm um canto nada melodioso. Sua coloração também não nos chama a atenção. Quem dá bola para um pardal, afinal? Espécie exótica. Introduzida pelos lusitanos para controlar insetos no Rio de Janeiro. É o que dizem. Lusitanos. Hoje, os pardais, Passer domesticus, estão aí, e nada fazemos por eles, nem contra e nem a favor. Os ignoramos. São quase fantasmas.

Dentro deste contexto, nunca me interessei muito por pardais. Mas durante meu trabalho de graduação, estudando a avifauna das praças de Campinas, junto com meu colega e artista Ricardo Pucetti, tive que observá-los e contá-los.

Cansado de pardais, confesso que pelas minhas andanças na península Itálica jamais prestei atenção a um deles. Foi apenas nestes dias de calor intenso, num verão típico da Sardenha, quando vinha scirocco, o vento quente que chega do Saara, trazendo a agradável marca dos 41 graus centígrados, que reparei um pardal no quintal de casa.

Com o binóculo percebi que o mesmo tinha o peito todo estriado, uma cara mais achatada e um bico levemente mais fino que o nosso Passer domesticus. O que seria um pardal com peito e ventre estriado? Imediatamente fui ao guia Gli uccelli della Sardegna, de Salvatore Caredda, o qual carrego por toda parte, e aprendi que se tratava de Passer hispaniolensis. Para minha surpresa, e segundo o guia, P. domesticus não ocorre na ilha. Há sim, outro Passer, o P. montanus.

 

 

Passer hispaniolensis (acima à esquerda), Petronia sp. (acima à direita), Passer domesticus (abaixo, à frente), Passer montanus (abaixo, atrás), por Alfred Brehm (1829-1884) (Brehms Tierleben. Volume 2) [Domínio público], via Wikimedia Commons

 

Passer domesticus é o nosso pardal comum, que ocorre na maioria das cidades do leste do Brasil. O pardal foi introduzido no Brasil por volta de 1906. O melhor relato sobre a disseminação do pardal no Brasil ainda é do grande naturalista e ornitólogo Helmut Sick, cujos textos a seguir são transcritos de sua obra ‘Ornitologia Brasileira’.

 

“Consta que o pardal foi introduzido no Rio de Janeiro em 1906 por Antônio B. Ribeiro, que trouxe de Leça da Palmeira, Portugal, 200 indivíduos, para soltá-los no Campo de Santana, tendo a aprovação do prefeito Pereira Passos; alegaram colaborar com Oswaldo Cruz na sua campanha de higienização da cidade pois os pardais eram considerados inimigos dos mosquitos e outros insetos transmissores das enfermidades que então grassavam no Rio”.

“Decisiva foi a construção de estradas, sobretudo após a fundação de Brasília (1957) e o subsequente aumento de tráfego. Antes desse desenvolvimento moderno, a disseminação do pardal seguiu sobretudo as poucas estradas de ferro existentes e também os rios como importantes caminhos de comunicação no interior. Vimos em Pirapora (1973) como o pardal viaja nas grandes embarcações, na parte mineira do rio São Francisco, como passageiro clandestino; é possível que assim tenha alcançado Petrolina e Cabrobó (Pernambuco, 1971) na margem setentrional deste rio”.

“Não falta absolutamente iniciativa própria no pardal para conquistar novas áreas; aparece p. ex. em fazendas distantes de núcleos urbanos, como registramos no Rio das Mortes e no Pantanal (Mato Grosso)”.

“Em Belo Horizonte (Minas Gerais) o pardal já era comum em 1912, tendo sido levado para a cidade recém fundada mesmo antes de 1910”.

“Em 1982 pardais foram encontrados no Colégio do Carmo, Balbina, rio Urubu, perto de Manaus, Amazonas. Em Manaus mesmo foi registrado apenas em 1987”.

“Foi uma grande surpresa encontrar pardais no Atol das Rocas, ilhas sem água potável (250 km do continente, 150 km a oeste de Fernando de Noronha), em março de 1971, observando-se um casal junto às ruínas da casa do faroleiro, com a plumagem em péssimo estado. Conseguiram sobreviver, oportunistas que são, comendo pequenas beldroegas-da-praia (Portulacaceae?) e pulgões-da-praia (minúsculos crustáceos). Reproduziram-se, e dez anos depois (1985) foram contados 16 indivíduos, aparentemente em estado razoável de saúde”.

 

Achei que fiz uma grande descoberta! Estou num local onde não existe Passer domesticus! Mas existem outros Passer. Isso não é incrível? Agora procuro avidamente por um Passer, seja ele hispaniolensis ou montanus. Nada como o novo, mesmo em se tratando de um mero pardal.

 

Passer montanus, por Laitche [Domínio público], via Wikimedia Commons

* Marcos Rodrigues é doutor em Zoologia pela Universidade de Oxford. Atualmente é professor associado da Universidade Federal de Minas Gerais, onde chefia o Laboratório de Ornitologia, e é curador da Coleção Ornitológica.

Depoimentos: Curso Mario de Maria – Ciências Biológicas, UFMG

 

Desde 2007, o curso Mario de Maria acontece a cada semestre, e é oferecido para os alunos que entram no curso de Ciências Biológicas da UFMG. Até o momento, foram realizadas 11 edições deste curso. Veja o que dizem os alunos sobre os cursos:

“O curso foi a melhor experiência da minha vida, eu só tenho a agradecer aos nossos veteranos que organizaram o curso por nos ter dado essa oportunidade de mostrar o que é literalmente o curso de Biologia”. Marcela Reis

“O curso foi simplesmente ‘o divisor’ de águas da minha vida de Biologia”. Carlos Richard

“(…) Parabéns aos que organizaram tão bem o curso de campo e que nos possibilitaram aumentar nossas opções sobre qual área escolher depois da graduação (…)”. Tamires Talamonte

 

Depoimento: Curso de Campo em Ecologia – Engenharia Ambiental, UFMG

 

Recentemente, a Bocaina ofereceu dois cursos de campo em Ecologia para as turmas de graduação em Engenharia Ambiental da UFMG. Confira o depoimento de uma aluna:

“Olá (…)

Esta viagem foi muito importante para mim e aconteceu no momento certo. Vocês, além de palestrantes bem preparados e atenciosos, são pessoas completamente apaixonadas pelo que fazem e honestamente, esse foi o diferencial.

(…)

Percebi que uma simples caminhada tem poder de rejuvenescer e que um curso pode fazer renascer aquela vontade de mudar o mundo e aquela coragem de fazê-lo, mesmo que no meu prédio. O significado dessa viagem foi além do aprendizado, parece que vocês me devolveram a paixão e a coragem de acreditar na capacidade de mudança do homem. E agora eu tenho a certeza de que estou no caminho certo (…).

Que nosso aprendizado sirva para que sejamos pessoas melhores, capazes de enfrentar desafios com humildade. Capazes de erguer a mão, sem esperar recompensa, de perder sem fracassar. Capazes de respeitar ao invés de criticar e de criticar ao invés de simplesmente aceitar.

Fica aí minha gratidão e admiração por vocês ; )”

Bem vindo ao “Papo de Naturalista”, o blog da Bocaina

 

Olá!

Aqui você encontrará textos escritos por pesquisadores das Ciências Naturais. É um espaço para a divulgação de estudos atuais sobre a natureza, e também das histórias sobre os importantes naturalistas que deixaram o valoroso legado de conhecimento que nos entusiasma a conhecer melhor a nossa biodiversidade.

Esperamos que seja um canal de interação com os leitores, trazendo sempre conteúdos novos e interessantes, além de notícias sobre eventos e publicações com a participação da Bocaina, bem como sobre os próximos cursos que vamos realizar.

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A primeira postagem é uma breve biografia do grande naturalista brasileiro Werner Bokermann, escrita por seu filho Marcelo Bokermann, biólogo e educador ambiental do Sesc Bertioga (SP).